COMENTANDO A AUTO-ESTIMA |
| Postado por LEDA YARA MOTTA MELLO (41601) em 18/01/2009 às 01:36 |
COMENTANDO A AUTO-ESTIMA
Falamos tanto em auto-estima, mas você sabe o que é isso? Conforme Sedikides & Gregg, auto-estima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. Em outras palavras, a auto-estima inclui as crenças que a pessoa tem a respeito de si mesma. Conseqüentemente, os sucessos e fracassos, as satisfações e insatisfações, enfim o grau de felicidade ou infelicidade de uma pessoa têm origem na qualidade e nível de sua auto-estima. Auto-estima e amor-próprio estão intimamente ligados entre si.
A auto-estima pode, temporariamente, sofrer diminuição, em determinadas condições particulares, principalmente nas situações de perdas e dependência financeira ou emocional. Neste caso, passados os primeiros momentos de insegurança, retornam as atitudes e os pensamentos positivos. Mais comum, no entanto, é a presença da baixa auto-estima em caráter permanente, que tem as suas origens na infância, a partir, principalmente, da maneira como as outras pessoas trataram a criança, dos valores aprendidos e da necessidade de aprovação das figuras parentais.
Para melhor compreender o processo, lembramos que o temperamento é genético, mas a personalidade se forma na infância. Ao redor dos 7 anos de idade já temos a nossa personalidade definitivamente formada. Nessa idade, na vida em família, já tivemos oportunidades de vivenciar as cinco "emoções de sobrevivênvia" (afeto, alegria, medo, tristeza e raiva) e, em função das experiências vividas, decidirmos nossos padrões de pensamentos, comportamentos e atitudes.
As experiências do passado exercem profunda influência na qualidade e nível de auto-estima do adulto. A forma e o volume de críticas, as carências afetivas, os sentimentos de rejeição e de culpa, o medo, a humilhação, a falta de permissão para expressar as emoções autênticas, a insegurança, a super-proteção, dentre outras, são situações que dão origem às crenças que a criança venha a ter a seu respeito. As crianças submetidas a situações desta natureza, crescem alimentando pensamentos e sentimentos de inadequação, de incapacidade, de insegurança, de desamor por si mesma, desqualificando seus valores próprios, buscando o reconhecimento, a aprovação e a valorização oriundas de outras pessoas. E é desta forma que chegam à idade adulta, na qual, de um modo geral, são feitas as escolhas de vida nos âmbitos, afetivo, profissional e social.
A baixa auto-estima dificulta e, em alguns casos, bloqueia a seqüencia natural da vida. Vale lembrar que a pessoa não tem consciência do processo. Apenas sente as suas conseqüencias que se manifestam através de estados depressivos, pesadelos, angústia, agressividade, auto-punição ou punição do outro, crises de choro e, nos estágios mais avançados, na somatização e surgimento de doenças. São atitudes comuns, na baixa auto-estima, estar sempre querendo agradar os outros, não saber dizer "não, ser influenciável pelas críticas e opiniões alheias, buscar a aprovação dos outros, não acreditar em si mesma.
A auto-estima influencia todas as nossas escolhas. Nos relacionamentos, a pessoa com auto-estima elevada atrai parceiro com características semelhantes e, como resultado, o relacionamento é harmonioso, saudável, gratificante. Ao contrário, pessoas com baixa auto-estima atraem parceiros na mesma faixa e têm relacionamentos desequilibrados, conflitantes e dolorosos.
A boa notícia é que é possível reverter o quadro de baixa auto-estima. Não é um processo imediato. Demanda algum tempo e disponibilidade. Conhecer-se é fundamental. Olhar para dentro de si mesmo e estabelecer uma conexão com o seu íntimo, com a sua alma. Identificar as suas potencialidades e limitações e, a partir daí, acreditar em si mesmo, nas suas capacidades, libertando-se da aprovação dos outros; valorizar as qualidades e não supervalorizar os defeitos; dispensar a si mesmo amor e carinho; acreditar que é uma pessoa especial e que merece ser amado; diariamente, criar situações ainda que simples, que resultem em momentos felizes e descontraídos.
Vale a pena investir em atitudes que elevem a auto-estima. Quando isto acontece, as pessoas sentem-se à vontade para receber e oferecer afeto e elogios, tornam-se harmoniosas nos seus pensamentos, palavras e atitudes, lidam bem com o medo, com a insegurança e a ansiedade, tornam-se pessoas saudáveis e felizes.
Tenha sempre presente que você é o seu próximo mais próximo, que merece de você amor, ternura, carinho, confiança, aconchego, compreensão e paz. Lembre que tudo principia em você. A sua felicidade, também. Arregace as mangas, comece já as suas mudanças e seja feliz!
Lêda Yara Motta Mello
Terapeuta Holística e Orientadora Educacional
Arapiraca (AL) - Brasil
Comments
| COMENTANDO A AUTO-ESTIMA | Por: Desconhecido on 24/03/2008 at 23:30 |
| Leda minha amiga, que maravilha conhecer o seu site e poder usufruir do seu vasto conhecimento. Li vários textos, outros lerei em breve, com certeza. Tenho muito orgulho em ser sua amiga. Um beijo carinhoso. Lu |
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| Matéria de altíssimo nível | Por: Desconhecido on 24/03/2008 at 23:35 |
| Nesse breve resumo pude entender certas coisas (por questão de ordem particular não posso citar) No entanto entre entender e colocar em ordem o que em baixa esta é um longo caminho a ser percorrido. Nesses casos somente com ajuda de um profissional qualificado para colocar tudo no seu devido lugar, pois a perda da auto estima é para mim a passagem de uma pequena ventania em nossa mente e não tratada se tornará uma grande tempestade de resultados desastrosos! Parabéns Leda Yara, com certeza em boas mãos estão quem a procura. Capacidade, habilidade, honestidade são apenas alguns dentre milhares de adjetivos que a qualificam. Respeitosamente, Rannyr |
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